O Naturismo é uma forma de viver em harmonia com a Natureza caracterizada pela prática da nudez colectiva, com o propósito de favorecer a auto-estima, o respeito pelos outros e pelo meio ambiente.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Naturismo - Sobreviver ou morrer?


Nós portugueses temos a tendência de dar como adquirido tudo o que temos, no entanto o mundo está em mudança e esta mais cedo ou mais tarde vai chegar a Portugal.

Caminhamos para uma sociedade menos tolerante, mais agressiva e mais economicista.

A conjugação destes factores estão a colocar sob pressão todas as conquistas realizadas pelos naturistas e nudistas.

As notícias internacionais nos últimos tempo mostram um claro retrocesso na aceitação do naturismo, não na quantidade de praticantes, mas na pressão e proibição de espaços de pratica ao ar livre.

EUA, Espanha e Inglaterra são apenas alguns dos casos mais publicitados nos últimos anos.

Nos artigos referidos nestas linhas e noutros que foram publicados ao longo de 2013 somos confrontados com uma realidade que procura destruir todas as conquistas alcançadas.

Para os mais distraídos ou menos atentos em Portugal já seguimos o mesmo caminho, basta ver a pressão têxtil nas praias oficiais naturistas, como exemplo podemos dar o Meco, onde a praia oficial está a ser “deslocada” para sul, ou ainda a dificuldade na criação de mais praias mesmo quando estas já são tradicionalmente utilizadas pelos praticantes da vida a nu.

O nosso património foi herdado por todos os que no passado lutaram e trabalharam para que hoje em dia possamos ter uma lei naturista, para que possamos ter espaços naturistas e para a existência de praias oficiais e de uso e costume naturista.

Agora chegou o momento de lutarmos e defendermos todo o trabalho realizado.Não nos podemos esquecer a defesa, a divulgação e a promoção de um estilo de vida a nu é uma tarefa nunca acabada e neste momento em grande perigo.

Os adeptos da vida a nu tendem a pensar que as organizações naturistas não fazem falta, que podem ser supérfluas, que as praias são de livre acesso, que estas sempre lá estiveram e que continuaram a estar.

Nada mais errado, existem porque alguém antes de nós em nome destas organizações deu a cara e lutou por elas, existem porque alguém antes de nós contribuiu com o seu trabalho e com o seu apoio financeiro, permitindo que as organizações naturistas existissem e existam para nos defender e para nos representar.

Os apoios a estas organizações são fundamentais e determinantes para a sua existência futura. Tal como nos nossos lares, elas também tem despesas e encargos, que são suportados pelas quotizações dos seus associados ou emissão do Cartão Naturista no caso da Federação Portuguesa de Naturismo.

Só com o nosso apoio, só com o nosso trabalho e acima de tudo, só com a nossa união em torno da defesa das conquistas realizadas e das que podemos ainda vir a concretizar será possível defender e ampliar o trabalho realizado por todos os que ao longo das ultimas décadas contribuíram para o presente.

Acordem para a realidade e apoiem as nossas organizações, não se esqueçam que algumas já ficaram pelo caminho, antes que seja tarde demais.

A defesa dos direitos de todos os adeptos da vida a nu é aqui e agora, é minha, tua e nossa e não dos outros.

Apoia uma organização naturista, apoia os teus espaços, oferece o teu trabalho, o teu donativo ou a tua filiação. Não fazer nada é perder tudo, é perder uma herança e acima de tudo é não deixar nada para os vindouros. A luta é agora, não esperes, agarra esta bandeira e vai à luta.

Deixo aqui a tradução de alguns excertos de um artigo que reporta de forma excelente a actual situação, em futuros artigos e apresentarei as respectivas propostas: EZ estratégias activas em suporte do estilo de vida a nu Naturistas e nudistas recolhem nos dias de hoje os benefícios do trabalho duro e dos esforços levados a cabo pelos que nos antecederam.

Todo os benefícios foram alcançados em épocas de maior oposição e intolerância ao nudismo do que existe actualmente. Cada geração de nudistas e naturistas tem a incumbência de trabalhar para preservar as conquistas alcançadas pelas gerações anteriores e esperança de as expandir.

Nos últimos tempos o trabalho e as conquistas obtidas estão a perder-se, em vários países praias onde o naturismo foi tolerado durante décadas foram-nos retiradas nos últimos através da proibição da pratica nudista nesses espaços.

Por vários motivos, a sociedade em geral, está a tornar-se mais conservadora. Sempre existiu oposição ao estilo de vida preconizado pelos movimentos nudistas e naturistas, mas actualmente esta oposição está mais organizada, activa e audível na sociedade.

O resultado do seu trabalho tem sido convincente junto das autoridades locais para proibirem a pratica naturista e nudista em vários locais. A apatia e inacção por parte da comunidade naturista e nudista representa parte da responsabilidade por estes acontecimentos.

Agora, mais do nunca estamos num momento critico, sendo necessário que naturistas e nudistas trabalhem mais do que nunca para inverter esta situação e estancar a continuada perda de espaços públicos livres para a nossa pratica.

Existem várias acções simples e fáceis que todos os naturistas e nudistas podem levar a cabo para se envolverem na ajuda à defesa dos seus direitos.

Muitas delas não requerem um grande investimento em tempo e dinheiro. Algumas podem mesmo ser realizadas a partir das nossas casas.

Artigos sugeridos pelo autor:
Nudist culture year in review 2013 Stopping the loss of public clothing-optional recreational areas


Artigos adaptados a serem publicados:
  • Artigo principal 8 estratégias activas em suporte do estilo de vida a nu;
  • 1 - Adere a uma organização
  • 2 - Apoia a Federação Portuguesa de Naturismo;
  • 3 - Sai do armário;
  • 4 - Escreve a jornais locais e nacionais;
  • 5 - Escreve às entidades locais e nacionais;
  • 6 - Cria um blog sobre naturismo;
  • 7 - Liga-te a outros naturistas;
  • 8 - Envolve-te em projectos locais.

Credito: Adaptado ao naturismo em Portugal a partir do artigo publicado por Larry Darter, pelo blog Caminhar ao Natural,  visita o artigo original.